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    CETRAS PATOS DE MINAS RECEBE UNIVERSITÁRIOS DA UNICERP DE PATROCÍNIO PARA VISITA TÉCNICA

    O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Patos de Minas, gerenciado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), recebeu, no sábado (31/10), alunos do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário do Cerrado Patrocínio (UNICERP), do município de Patrocínio, para uma visita técnica. A turma de 08 alunos da universidade e membros de um grupo de estudos sobre animais silvestres acompanharam a rotina diária do Cetras e auxiliaram em algumas atividades supervisionadas pelo médico veterinário do Cetras, Rafael Ferraz de Barros. Todas as medidas de segurança para prevenção da covid-19 foram observadas.

    Rafael Ferraz de Barros, que também é professor no UNICERP, ressaltou que as parcerias entre Cetras, universidades e centros de pesquisa são fundamentais para agregar conhecimento técnico e científico para ambas as partes, de forma que os animais atendidos por esta união são beneficiados com melhores alternativas de tratamento, manejo e estratégias de reabilitação.

    “A base dessas parcerias é a presença dos estudantes dentro da rotina do Cetras, pois, a sede de conhecimento associada ao direcionamento feito pelos docentes e membros do Cetras pode auxiliar os alunos na execução de diversas tarefas do dia a dia, enquanto acumulam uma bagagem de conhecimento com o cuidado com os animais”, frisou.

    Ele ressaltou ainda que durante a visita foi possível observar a satisfação dos alunos em conhecer um pouco desta área, que é pouco abordada durante a graduação. “A possibilidade de ter contato com a fauna local, ajudar a equipe no tratamento de alguns casos de rotina e entender o importante trabalho do Cetras na reabilitação e cuidado com os animais irá marcar toda a graduação destes alunos, estimulando-os a estudar mais sobre o assunto e tornando-os potenciais agentes de mudança na área ambiental”.

    Segundo o médico veterinário a expectativa é de que esses mesmos alunos possam retornar, ainda neste semestre, ao Cetras Patos de Minas para auxiliar na execução de outras atividades como implementação de ações de enriquecimento ambiental e ambientação de viveiros e atividades de educação ambiental.

    Os estudantes acompanharam todas as atividades de rotina e manejo com os animais, como higiene, dieta, tratamentos, entre outros; e auxiliaram na realização de procedimentos anestésicos realizados em dois animais – um Lobo-guará e um Tamanduá-bandeira – para coleta de exames e acompanhamento clínico. Também ajudaram na realização de curativos e aplicação de medicações em alguns animais.

    Os universitários são membros do recém-criado Grupo Animalia, que objetiva reunir discentes dos cursos de medicina veterinária e ciências biológicas da instituição para promover e executar atividades na área de pesquisa e conservação de espécies nativas da região, além de colaborar com a proteção da fauna local. O grupo é coordenado pelos professores Francielle Sousa e Rafael Ferraz, com atividades previstas ao longo do semestre.

    Cetras de Patos de Minas

    O Cetras Patos de Minas conta com uma área de 9.783,27 m², sendo 1.178,87 m² de área construída. Sua estrutura possui viveiros de voo, de rapinantes, de répteis, de mamíferos, de passeriformes e psitacídeos; recepção; administrativo; cozinha; ambulatório; internação; quarentena de aves; quarentena de mamíferos; sala de cirurgia, preparo e recuperação anestésica.

    O centro tem como finalidade receber, triar, identificar, tratar e reabilitar animais silvestres apreendidos por órgãos de fiscalização como a Polícia Militar de Meio Ambiente e Trânsito (PMMT), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), entre outros apoiadores. Além disso, realiza o recebimento de animais feridos provenientes do meio urbano ou zona rural, e atende pessoas que queiram fazer a entrega voluntária de animais silvestres ilegais.

    Após períodos variáveis de reabilitação, as espécies destinadas à reintrodução na natureza são encaminhadas para propriedades rurais devidamente cadastradas junto ao IEF como Áreas de Soltura de Animais Silvestres (ASAS).

    Texto: Ângela Almeida – Ascom/Sisema

    *Fotos registradas sob autorização do Cetras

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