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  • Balanço do Mercado do Café pelo CNC

    BALANÇO SEMANAL — 27 a 31/10/2014

    Clima, mercado, sustentabilidade e cooperação internacional estarão em pauta na próxima reunião ordinária do CNC.

    REUNIÃO ORDINÁRIA DO CNC — O Conselho Nacional do Café realizará reunião ordinária no dia 7 de novembro, em Ribeirão Preto (SP). Para a ocasião, o CNC, reiterando o seu papel de representante de classe e o seu compromisso com temas atuais e focados na sustentabilidade da cafeicultura, preparou um interessante cronograma que envolve questões climáticas, mercadológicas, programas de sustentabilidade e cooperação internacional, além dos assuntos internos a serem debatidos.

    Na programação, o analista de mercado do tradicional Escritório Carvalhaes, Nelson Carvalhaes, ministrará palestra com o tema “Como ganharmos juntos”. O sócio da P&A Marketing Internacional, Carlos Brando, fará uma apresentação sobre o IDH – The Sustainable Trade Initiative, um programa que foca a sustentabilidade na cafeicultura e envolve diversas multinacionais, além de governos de países produtores e compradores.

    A reunião também contará com uma apresentação sobre os atuais custos de produção do café, que será realizada pelo coordenador de projetos do Centro de Inteligência em Mercados da Universidade Federal de Lavras (Ufla), engenheiro agrônomo Fabrício Andrade, que também é mestre em Administração e doutorando em Engenharia Agrícola. Destacamos que o estudo apresentado tem significativa relevância, uma vez que deverá servir de base, junto com as planilhas das cooperativas, para a correção dos preços mínimos do café, cuja proposta será encaminhada pelo CNC aos Ministérios da Agricultura e da Fazenda em janeiro de 2015.

    O engenheiro agrônomo José Braz Matiello, pesquisador da Fundação Procafé, fará uma avaliação do efeito climático sobre a produção cafeeira em 2014 e seus reflexos sobre o cinturão produtor nas safras 2015 e seguintes. A questão climática será complementada na reunião pelo professor Luiz Carlos Baldicero Molion, PhD em Meteorologia, Pós-Doutor em Hidrologia de Florestas, professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Conhecido como “o cientista que não se curva aos ambientalistas radicais”, é também representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

    Finalizando a programação da reunião ordinária do CNC, os conselheiros diretores da entidade discutirão o pedido de cooperação técnica feito pelo Embaixador Fernando José Marroni de Abreu, diretor da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (MRE), para incrementar o desenvolvimento do setor cafeeiro de Camarões.

    MERCADO — Pressionadas pela ocorrência de chuvas nas origens brasileiras e pelo real desvalorizado, as cotações futuras do café arábica voltaram a apresentar perdas nesta semana.

    As chuvas atuais estimulam novas floradas nos cafezais, após o abortamento observado em grande parte das regiões produtoras devido à severa estiagem. Porém, o elevado déficit hídrico registrado em importantes origens nacionais e a falta de uniformidade das floradas resultarão em perdas na safra 2015/16 do Brasil, cujo tamanho somente poderá ser avaliado a partir do mês dezembro.

    O vencimento dezembro do Contrato C, negociado na Bolsa de Nova York, encerrou os negócios de quinta-feira a US$ 1,876 por libra-peso, acumulando perdas de 390 pontos na semana. Por outro lado, na ICE Futures Europe, o vencimento janeiro/2015 foi cotado, ontem, a US$ 2.037 por tonelada, representando valorização de US$ 9 em relação ao fechamento da última sexta.

    Embora o dólar ainda se encontre em patamar elevado no Brasil, em relação aos últimos meses, até o fechamento do mercado cambial de ontem, o real apresentava tendência de fortalecimento. O principal motivo foi a elevação da taxa de juros básica da economia brasileira de 11% para 11,25% ao ano. Na quinta-feira, a divisa norte-americana foi cotada a R$ 2,479, acumulando queda de 1,9% em relação ao final da semana passada.

    No mercado físico, os negócios seguiram em ritmo fraco, com produtores aguardando melhora nos preços e compradores abastecidos.Os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 439,08/saca e a R$ 264,72/saca, respectivamente, com variação de -1,6% e 1,5% no acumulado da semana.

    No tocante ao comércio internacional, merece atenção o acordo firmado entre a Volcafé e a companhia chinesa Simao Arabicasm Coffee para o estabelecimento de uma joint venture, que objetiva promover café arábica suave cultivado na província de Yunnan. Segundo a Agência Bloomberg, a Yunnan Volcafe Ltda. pretende adquirir e processar o café da província para exportação a clientes internacionais. Essa região da China colhe cerca de 1 milhão de sacas de café — cerca de 95% da produção do país —, o que é equiparável, por exemplo, ao produzido pela Costa Rica.

    Atenciosamente,

    Silas Brasileiro /Presidente Executivo do CNC

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