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  • “Desculpem o transtorno estamos reformando o Brasil”

    Essa frase é de um cartaz, de um manifestante, que lucidamente, mostrou-se preocupado com os transtornos que as manifestações estavam causando.

    Num outro momento, a presidente do Brasil Dilma Rousseff disse: “Prefiro a gritaria dos manifestantes que o silêncio da ditadura”. Muito bem! Concordo plenamente. E, quem é filho de pais que sofreram com esse ‘silêncio da ditadura’, sabe muito bem o que ela, a presidente, estava dizendo nas entrelinhas.
    As manifestações que vêm acontecendo no Brasil são bonitas de se ver, ouvir e, principalmente, de se orgulhar. “Eu sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor!”. Estava com saudade. A última grande manifestação foi dos caras pintadas, há mais de 20 anos. Já estava passando da hora. Principalmente, por estarmos assistindo o repúdio aos políticos e partidos, que gostam de se infiltrar nesses momentos para garimpar votos. Inteligência, liderança e capacidade, os políticos não têm, muito menos coragem. No popular: tem o rabo preso. Mas nesse hora, lobos que são, se vestem em pele de cordeiro e garimpam quiçá um chibiu de voto. Mas os manifestantes também gritam: “fora política!!!”.
    Bem, nesta hora devemos e está claro de ver, a insatisfação da massa com a situação que estamos vivendo. Dinheiro para fazer estádios tem, para a saúde, educação, moradia ou transporte público, não. Estamos cansados de sermos os palhaços do circo, queremos mais pão.
    Enquanto os políticos exercem seus podres poderes, usando um pouco do pensamento da música Podres Poderes, do compositor e cantor baiano, Caetano Veloso, vimos políticos condenados pelo Supremo Tribunal de Justiça, mas que transitam livremente no Congresso Nacional. Até nas calçadas de Patrocínio ou nos bastidores da política local.
    Conseguiram fazer com que o preço da passagem de ônibus e do metrô voltasse à realidade de um país que tem o salário de R$ 728,00, que vive e tem sua economia fundada no de terceiro mundo. E olha que, o órgão do governo que mede quanto deveria ser o salário, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos – Dieese, afirmou que o salário mínimo segue longe de ser o ideal.
    De acordo com cálculos divulgados pelo departamento, o valor deveria ser de 2.892,47 reais, no mês passado, para cobrir as necessidades básicas dos brasileiros. Mas têm políticos que adoram blasfemar, que o Brasil é o paraíso.
    Não ter líder foi muito bom, diante dessa realidade, os políticos tiveram que baixar a guarda e deixar com que o povo fosse para dentro dos palácios e negociassem com eles. Deu força, credibilidade para o movimento.
    O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad – PT, disse, em entrevista, que não existe verba para reduzir o valor do passe de ônibus. Faltou alguém dizer para ele, se reduzir os desvios do dinheiro público a verba pode até sobrar, quem sabe – Tarifa Zero.

    MANIFESTAÇÃO EM PATROCÍNIO – Parabéns, parabéns!!! Aos manifestantes, pelos cartazes, pelas frases e por terem ditos aquilo que muitos gostariam de dizer. Muitos não dizem por medo, covardia ou mesmo interesse pessoal ou, que a coisa fique como está. Outros já disseram, num passado recente, mas hoje não podem mais. Estão trabalhando com eles.
    BANDITISMO E VANDALISMO – É interessante como é fácil mudar o foco. Analise. O banditismo e o vandalismo que estão acontecendo não são culpa do movimento reivindicatório. Eles não se combinam em nada. Primeiro, desde antes, até próximo da data que o movimento ganhou notoriedade, vi pela TV, li nos jornais e ouvi nas rádios, bandidos saquearem lojas, arrastões, explosões com dinamite em agências bancárias, assaltos, roubos acontecendo para todos os cantos do Brasil e, agora alguns querem dar essa conta para o movimento. E o de antes era culpa de quem? Só Patrocínio foram, segundo noticiado pela imprensa local, 19 homicídios.
    MAPA DA MINA – Quem sabe onde fica o mapa da mina? Depois do incidente da boite Kiss, onde se viram jovens mortos por causa da irresponsabilidade de não ter um ALVARÁ de funcionamento, com inspeção de profissionais, Corpo de Bombeiros. Esse órgão está fazendo valer seus direitos e deveres. Poupando vidas, prevenindo desgraças. Isso foi o quê, amadorismo? Ou falta de uma assessoria? Não se pode deixar que as mais de duzentas mortes da boite Kiss seja inútil.

    “O suor da minha testa não é dinheiro para bancar a sua festa”
    Essa frase é de um cartaz, de um manifestante, que lucidamente, mostrou-se indignado com o que os governantes vêm fazendo com o dinheiro arrecadado nos impostos.

    Raynes Furtado – jornalista formado pela Universidade de Uberaba e Pós-Graduado lato sensu em Linguística e Ensino de Língua Portuguesa, no Unipam. Atualmente, ministra aulas de Filosofia, Sociologia e História nas E.E. Joaquim Dias e Irmã Gislene. Cursa o segundo ano, 5º período, de Direito noturno do Unicerp. E-mail para contato: raynesfurtadojornalista@hotmail.com

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