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  • CNC pleiteia ampliação de recursos para pesquisa cafeeira

    P1 / Ascom CNC

    O Conselho Nacional do Café (CNC) protocolou ofício junto à Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na quarta-feira, 1º de agosto, levando uma solicitação da Embrapa Café para a ampliação dos recursos voltados à pesquisa cafeeira.

    Segundo o presidente da entidade, deputado federal Silas Brasileiro, para que a inovação tecnológica possa continuar ocorrendo no setor, é fundamental que sejam disponibilizados R$ 15 milhões anuais do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) ao Consórcio Pesquisa Café a partir de 2019.

    “Essa dotação orçamentária viabilizará a continuidade do programa de pesquisa e transferência de tecnologias desenvolvido pelo Consórcio Pesquisa Café, que foi aprovado pelo Conselho Deliberativo da Política do Café, o CDPC”, comenta.

    Silas Brasileiro recorda que o investimento em pesquisa visando à geração e à transferência de novas tecnologias aos cafeicultores é imprescindível para que o Brasil possa se manter na liderança da produção mundial de café, avançando em qualidade e competitividade.

    “A situação é crítica, haja vista que nossos concorrentes têm obtido saltos impressionantes em produção e produtividade de café graças ao investimento de seus governos em pesquisa e transferência de tecnologia. As estatísticas da Organização Internacional do Café ilustram esse cenário”, alerta o deputado.

    De acordo com a OIC, entre 2012 e 2017, países como Vietnã, Colômbia, Uganda e Honduras apresentaram crescimentos significativos em suas produções. Os vietnamitas elevaram em 26%, chegando a 29,5 milhões de sacas no ano passado. Na sequência, os colombianos produziram 14 milhões de sacas (+41%), os hondurenhos cultivaram 8,3 mi/scs (+78%) e os ugandenses, que ampliaram a safra em 30% e chegaram a 5,1 milhões de sacas.

    Além da expansão observada nesse intervalo, esses e outros países possuem programas de pesquisa e renovação de cafezais em andamento visando a novos saltos de produção e produtividade no médio prazo. “Um exemplo é o México, que possui meta de ampliar a capacidade produtiva das atuais 4 milhões para 15 milhões de sacas em 2030”, cita Brasileiro.

    O presidente do CNC acredita que essas iniciativas são uma ameaça para o market share do país e também para as cotações internacionais do café. “São ações que tendem a levar à depreciação dos preços no mundo, o que torna urgente nossos investimentos em pesquisa e tecnologia visando à redução de custos e ao aumento da produtividade e da qualidade dos cafés do Brasil para que possamos continuar competitivos”, recomenda.

    O deputado conclui argumentando que “frente aos riscos que se apresentam no cenário internacional, este orçamento representa um custo pequeno em relação aos benefícios que serão gerados ao Brasil”.

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