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  • Raynes Furtado

    • Descriminalização do uso das drogas

      Raynes Furtado

      Esse assunto ‘descriminalização do uso das drogas’ é muito polêmico. Não existe uma resposta pronta: sou a favor ou sou contra. O que se pode dizer é que do jeito que está em nada ou quase nada resolveu. Estamos vendo o número de pessoas envolvidas no tráfico ou uso, aumentando. Além dos crimes praticados seja para adquirir, para revender, seja para consumo próprio, cada vez mais bárbaros. Por consequência, pessoas encarceradas e maior número de presídios construídos. Aqui não cabe nenhuma crítica às instituições que lidam diretamente com a repressão, apreensão, prisão e investigação e sim, um investimento pífio dos nossos governantes, que deveria sim, investir corretamente os impostos recolhidos em mais essa modalidade. O que não fazem e a população paga caro por mais esse descaso.

      A Lei 11.343 de 23 de agosto de 2006 que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas – Sisnad, prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências; dividida em seis Títulos é perfeita, só que não sai do papel e o cidadão, mais uma vez refém desse descabido.

      Se as leis, para beneficiar o cidadão, fossem cumpridas como são as para beneficiar os governantes, muitos dos problemas que a população vive cotidianamente, diminuiria. As drogas vêm assumindo proporções nunca antes imaginadas. Estamos assistindo no ir e vir de ‘pessoas’ parecendo zumbi, vagando pelas ruas pedindo dois reais para comprar uma pedra de craque ou crianças nas portas dos supermercados, pedindo que lhes deem uma caixinha de leite, uma porção de arroz, de feijão ou verduras e, se o cidadão ficar esperando, verá, a mesma criança voltar em alguns minutos, ainda mais desforme do que saiu. É a comercialização do gênero alimentício por drogas à luz do dia e à nossa frente. O cidadão pagando e alimentando o vício.

      Estamos assistindo um discurso sobre a revisão do Código Penal e à população pedir que as penas sejam mais severas ou que pelo menos que tire os benefícios que os delinquentes têm ao serem presos, para ver se

      torna a pena mais temida pelos infratores. Quem sabe aí, coibir um pouco a criminalidade. Talvez fosse uma solução. Uma outra é quanto às campanhas de conscientização, semelhante a que estamos assistimos, de combate ao tabagismo. Quem sabe!!! Poderia ajudar a diminuir a quantidade de usuários.

      Enfim, um ataque com várias frentes poderia ajudar a combater naquilo que a lei define como crime. O que não podemos assistir e nem aceitar, o Estado adentrar na casa do cidadão para fazer justiça. Do jeito que está não pode mais continuar. Em nada adiantou. Não resolveu nem a números confortáveis. Devemos lembrar a Constituição nos artigos X e XI.

      A proposta de mudança que tramitam no Congresso Nacional é a ‘Descriminalização do uso das drogas’. Não sei se essa seria uma solução, quem sabe, o próprio governo, dentro dessa lacuna, onde atua o traficante, poderia normatizar. Pelo menos seria uma droga de melhor qualidade. Muitas vezes, a overdose se dá pelo uso de um produto impuro, além do excessivo. E outras doenças causadas por causa da impureza.

      Os EUA são os que mais gastam no combate ao tráfico, por outro lado, é lá que mais se consome drogas. De todos os tipos. Isso nos prova que essa modalidade, que é a mesma da nossa, é fraca e seu efeito é mínimo. Já está passando da hora de mudar, de melhorar, de incrementar, seja lá o que for, pois, as ruas de nossa cidade –Patrocínio – já nos entrega o caos que está esse país, as pessoas reféns do craque.

      Hoje não existe mais um local, ‘cracolândia’, um bairro ou mesmo uma família refém desse pernicioso vício, mesmo aqueles que não o tem, se torna vítima de ação infratora como roubo, furto e agressão. Está precisando, urgentemente, uma releitura nas leis desse país e nas ações de combate, para que o cidadão sinta que justiça é feita.

      Raynes Furtado – jornalista formado pela Universidade de Uberaba e Pós-Graduado lato sensu em Linguística e Ensino de Língua Portuguesa, no Unipam. Atualmente, ministra aulas de Filosofia, Sociologia nas E.E. Joaquim Dias e Irmã Gislene. Cursa o segundo ano, 5º período, de Direito noturno do Unicerp. E-mail para contato: raynesfurtadojornalista@hotmail.com

    • “Desculpem o transtorno estamos reformando o Brasil”

      Raynes Furtado

      Essa frase é de um cartaz, de um manifestante, que lucidamente, mostrou-se preocupado com os transtornos que as manifestações estavam causando.

      Num outro momento, a presidente do Brasil Dilma Rousseff disse: “Prefiro a gritaria dos manifestantes que o silêncio da ditadura”. Muito bem! Concordo plenamente. E, quem é filho de pais que sofreram com esse ‘silêncio da ditadura’, sabe muito bem o que ela, a presidente, estava dizendo nas entrelinhas.
      As manifestações que vêm acontecendo no Brasil são bonitas de se ver, ouvir e, principalmente, de se orgulhar. “Eu sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor!”. Estava com saudade. A última grande manifestação foi dos caras pintadas, há mais de 20 anos. Já estava passando da hora. Principalmente, por estarmos assistindo o repúdio aos políticos e partidos, que gostam de se infiltrar nesses momentos para garimpar votos. Inteligência, liderança e capacidade, os políticos não têm, muito menos coragem. No popular: tem o rabo preso. Mas nesse hora, lobos que são, se vestem em pele de cordeiro e garimpam quiçá um chibiu de voto. Mas os manifestantes também gritam: “fora política!!!”.
      Bem, nesta hora devemos e está claro de ver, a insatisfação da massa com a situação que estamos vivendo. Dinheiro para fazer estádios tem, para a saúde, educação, moradia ou transporte público, não. Estamos cansados de sermos os palhaços do circo, queremos mais pão.
      Enquanto os políticos exercem seus podres poderes, usando um pouco do pensamento da música Podres Poderes, do compositor e cantor baiano, Caetano Veloso, vimos políticos condenados pelo Supremo Tribunal de Justiça, mas que transitam livremente no Congresso Nacional. Até nas calçadas de Patrocínio ou nos bastidores da política local.
      Conseguiram fazer com que o preço da passagem de ônibus e do metrô voltasse à realidade de um país que tem o salário de R$ 728,00, que vive e tem sua economia fundada no de terceiro mundo. E olha que, o órgão do governo que mede quanto deveria ser o salário, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos – Dieese, afirmou que o salário mínimo segue longe de ser o ideal.
      De acordo com cálculos divulgados pelo departamento, o valor deveria ser de 2.892,47 reais, no mês passado, para cobrir as necessidades básicas dos brasileiros. Mas têm políticos que adoram blasfemar, que o Brasil é o paraíso.
      Não ter líder foi muito bom, diante dessa realidade, os políticos tiveram que baixar a guarda e deixar com que o povo fosse para dentro dos palácios e negociassem com eles. Deu força, credibilidade para o movimento.
      O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad – PT, disse, em entrevista, que não existe verba para reduzir o valor do passe de ônibus. Faltou alguém dizer para ele, se reduzir os desvios do dinheiro público a verba pode até sobrar, quem sabe – Tarifa Zero.

      MANIFESTAÇÃO EM PATROCÍNIO – Parabéns, parabéns!!! Aos manifestantes, pelos cartazes, pelas frases e por terem ditos aquilo que muitos gostariam de dizer. Muitos não dizem por medo, covardia ou mesmo interesse pessoal ou, que a coisa fique como está. Outros já disseram, num passado recente, mas hoje não podem mais. Estão trabalhando com eles.
      BANDITISMO E VANDALISMO – É interessante como é fácil mudar o foco. Analise. O banditismo e o vandalismo que estão acontecendo não são culpa do movimento reivindicatório. Eles não se combinam em nada. Primeiro, desde antes, até próximo da data que o movimento ganhou notoriedade, vi pela TV, li nos jornais e ouvi nas rádios, bandidos saquearem lojas, arrastões, explosões com dinamite em agências bancárias, assaltos, roubos acontecendo para todos os cantos do Brasil e, agora alguns querem dar essa conta para o movimento. E o de antes era culpa de quem? Só Patrocínio foram, segundo noticiado pela imprensa local, 19 homicídios.
      MAPA DA MINA – Quem sabe onde fica o mapa da mina? Depois do incidente da boite Kiss, onde se viram jovens mortos por causa da irresponsabilidade de não ter um ALVARÁ de funcionamento, com inspeção de profissionais, Corpo de Bombeiros. Esse órgão está fazendo valer seus direitos e deveres. Poupando vidas, prevenindo desgraças. Isso foi o quê, amadorismo? Ou falta de uma assessoria? Não se pode deixar que as mais de duzentas mortes da boite Kiss seja inútil.

      “O suor da minha testa não é dinheiro para bancar a sua festa”
      Essa frase é de um cartaz, de um manifestante, que lucidamente, mostrou-se indignado com o que os governantes vêm fazendo com o dinheiro arrecadado nos impostos.

      Raynes Furtado – jornalista formado pela Universidade de Uberaba e Pós-Graduado lato sensu em Linguística e Ensino de Língua Portuguesa, no Unipam. Atualmente, ministra aulas de Filosofia, Sociologia e História nas E.E. Joaquim Dias e Irmã Gislene. Cursa o segundo ano, 5º período, de Direito noturno do Unicerp. E-mail para contato: raynesfurtadojornalista@hotmail.com

    • A Tênue linha que separa

      Raynes Furtado

      PELO DIREITO DE VOTAR – Não sei porque, os alunos do Centro Universitário do Cerrado de Patrocínio – Unicerp, não participam de nenhuma eleição de direção do educandário! Não sei! Acho um contraditório. Veja, leitor. Uma instituição educacional, que deveria ter por base a prática do regime político do seu país, a democracia, elege diretor, reitor e até mesmo presidente, sem nenhuma ou quase nenhuma participação de seus alunos. Isso é possível? Sim. E inacreditável.

      Se pegarmos a história como referência, vemos que a cultura e o poder mantiveram relação inevitável de correspondência, uma ininterrupta convivência entre amor e ódio, a amizade e a repulsa. O aluno não participa dos princípios que o poder sustenta. Será que temem a consciência crítica dos alunos, características dessa classe, o contraditório?

      Com isso, torna ainda mais curioso como acontece todo esse processo de eleição. Sem falar no quanto é passível de dúvidas e questionamentos. Na verdade um contraditório da classe professor e instituição educacional com seus alunos.

      Os novos eleitos deveriam aproveitar os veículos de comunicação e informar aos estudantes, já que, eles(os estudantes) não sabem e não são informados, dos motivos deles serem eleitos e reeleitos para o mesmo cargo ou continuar participando de uma de chapas em outras funções. Nunca trocam as pessoas? Que vilipêndio à democracia!!!!

      O LADO NEFASTO DA MANIFESTAÇÃO – Sou um grande admirador das manifestações que estão acontecendo. Isso é muito bom. O nefasto foi o quanto que se divulgou na internet sobre os militares.

      Lógico que estamos atravessando um momento que toda a população está insatisfeita com a roubalheira na política, o contrário seria de assustar. Mas comparar os líderes militares, que ocuparam cargos públicos e morreram sem grandes fortunas com os civis, depois de empossados em funções públicas, têm uma vida de rei, fazer apologia a esse regime, isso é um absurdo. Mesmo com essa situação, a democracia é melhor.

      Na saúde nem se fala, pois estamos vendo pessoas(trabalhadores, eleitores) morrerem sem ser atendidos, enquanto Lula, Sarney, Alkimim e outros políticos desfilarem nas portas dos melhores centros de saúde.

      A tênue linha que separa o amor do ódio, a democracia do totalitarismo também existe, mas nunca deve ser rompida.

      Nem mesmo o STF conseguiu mandar os mensaleiros para a cadeia!!!

      COISA PÚBLICA – Nas manifestações, o que se pediu foram mudanças. Mudanças de todos os tipos. Algumas foram diretas para os políticos, a respeitarem o que é PÚBLICO. Ter vergonha na cara. Não roubar.

      Agora é hora de a população ficar atenta aos fatos que virão, se as coisas pedidas serão realmente atendidas, por exemplo: o plebiscito, ou tornar crime hediondo a roubalheira praticada pelas pessoas que ocupam cargo público, os desvios, enfim, a má conduta com a coisa pública.

      O fato de usar a coisa para o próprio bem é tão comum que o governador do Rio de Janeiro, se defendeu, ao ser acusado de usar a coisa pública em benefício próprio, ou mesmo sem necessidade, como por exemplo, ir todos os dias de helicóptero de casa para o trabalho ou mesmo usar a máquina pública para seu deleite, afirmando que todos que o antecederam fizeram ou mesmo outros governadores o fazem. Como se isso fosse aceito, correto.

      COLETIVO – Usuário quer baratear o custo da passagem do coletivo em sua cidade? Fica sem usá-lo. O empresário vai descobrir que é melhor ganhar pouco, mas ganhar sempre, do que, ganhar muito uma única vez. É só fazer paralização no uso dos coletivos.

      SAÚDE – Esse é o calcanhar de Aquiles de toda administração pública. Os médicos não querem ganhar o que o poder público oferece. Por um lado, até é compreensível, mas devemos lembrar que vivemos em um país de terceiro mundo, o salário mínimo aqui é R$678,00.

      Agora, trazer médico de fora é uma solução? Que traga, o que não pode aceitar, eles(os médicos), fazerem manifestos contra e não apresentarem resposta, ou não se candidatarem para os cargos nos rincões do país. A saúde da população não pode esperar.

      EDUCAÇÃO – Falar de educação é muito complexo. São muitas áreas que devem ser mexidas para que se tenha uma educação digna. E necessariamente, os pais voltarem a se interessar pelo que seus filhos estão aprendendo e fazendo na escola. Existem mais coisas prioritárias que devem sofrer ação ao mesmo tempo.

      JMJ – A vinda do Papa Francisco ao Brasil foi muito boa. Uma coisa boa foi que desmistificou a pecha que, nós brasileiros, temos aos ‘los hermanos’. Outra, foi o quanto ele(o Papa) esteve acessível aos seus seguidores, isso ajuda a encurtar a distância que antes, a Igreja, mantinha de seus fiéis. Dessa forma, abre-se uma lacuna para que outras religiões cresçam e se desenvolvam no Brasil.

      Agora, o que eu espero mesmo e, quero ver, é quanto será a distância de seu discurso com a prática de seus seguidores. Voto de pobreza, os líderes saírem para as ruas em busca de contato com os fieis, castidade entre outros pedidos ditos em seus vários pronunciamentos e entrevista. É a tênue linha que separa a prática da teoria.

      Raynes Furtado – jornalista formado pela Universidade de Uberaba e Pós-Graduado lato sensu em Linguística e Ensino de Língua Portuguesa, no Unipam. Atualmente, ministra aulas de Filosofia, Sociologia e História nas E.E. Joaquim Dias e Irmã Gislene. Cursa o segundo ano, 6º período, de Direito noturno do Unicerp. E-mail para contato: raynesfurtadojornalista@hotmail.com

    • Pastilhas: Conquistas e desafios

      Raynes Furtado

      SERVIÇOS DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO – Esses dias, estava na fila de um banco, jogando conversa fora enquanto esperava para ser atendido. Longas horas perdidas . . . Me deparei com uma indagação e reclamação que me chamou atenção: quais são os serviços mais demorados para atender o público no Brasil?
      Em primeiro, o banco(acredito que o momento influenciou), depois, o médico. Falaram tanto o particular quanto o público e, por último, as casas lotéricas. Em conversas com as pessoas que estavam horas esperando, indaguei sobre o atendimento desses três serviços. Eles(os três serviços) foram eleitos os piores e mais demorados em atendimento.
      A casa lotérica ainda se dá um desconto. Segundo os reclamantes, depois do décimo dia útil do mês, se consegue ser atendido ‘com certa rapidez’, mas os bancos, e aqui cabe frisar que todas as agências foram citadas, como os médicos, mesmo tendo plano de saúde(enfáticos nas afirmativas), é desumano o tempo de espera, o tempo para se conseguir ser atendido.
      Também afirmaram que, se tem dinheiro a coisa é diferente, tem até uma variação de opção, caso contrário . . . FILA. Depois vem com a hipocrisia de que o dinheiro não é condicionante para se garantir um bom e rápido direito de cidadão!!!
      REGIÃO METROPOLITANA DO TRIÂNGULO E ALTO PARANAÍBA – Diz o ditado popular, andorinha quando começa a andar com morcego, passa a dormir de cabeça para baixo.
      Bem, o que quero dizer com isso, Região Metropolitana do Triângulo e Alto Paranaíba vale a pena em parte, uma vez que, nossa representatividade ‘numérica’ eleitoral é menor, comparada a de Uberlândia e outras cidades do Triângulo e, política é pueril e acanhada, em comparação a essas mesmas cidades. Continuaremos com o pires nas mãos a depender dos políticos das cidades do Triângulo, para conseguir qualquer coisa. Enfim, sardinha quando cola no tubarão vira alimento, nunca parceiro.
      Quanto aos pontos de vantagens, destacados na reunião na Câmara Municipal de Patrocínio, no dia 19/08, de se pertencer à Região Metropolitana do Triângulo(cadê o Alto Paranaíba? Nem começou e já foi engolido!?!?!), sobre tarifas telefônicas, não vejo essa vantagem, estamos em plena era da comunicação: e-mail, Skype, enfim, internet já deixou os preços acessíveis. Os planos da telefonia celular, de operadora para a mesma operadora também é acessível o valor do minuto.
      Quanto aos recursos……, depois, do que sobrar, do que for dado para as outras cidades, maiores em número de eleitores e políticos, acredito que as cidades do porte da nossa possam receber algumas migalhas.
      Agora, sem dúvida, já diz o antigo ditado popular: a união faz a força,(o açúcar ou até mesmo uma empresa de ônibus), pode ajudar a melhorar algumas coisas para nós: mais investimentos, desenvolvimento econômico. Mas os políticos que marcaram presença na Câmara de Patrocínio só representam Uberlândia e, Patrocínio é o primo pequeno(pobre) dessa família.
      Não vejo nisso nada além do que um passo para a criação do Estado de Triângulo, num futuro bem próximo e, isso para os patrocinenses e outras cidades do Alto Paranaíba é um suicídio. Interesse particular da família Prado.
      MMA – Cássio Remis – 1 versus Deiró Marra – 0. Mas ainda estamos no primeiro round da política. De acordo com as entrevistas dadas por ambas as partes, até o momento, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Patrocínio está mostrando a profundidade do fosso entre uma pessoa pública consciente e um eleito que deixa a desejar.
      Sun Tzu, em seu livro: A Arte da Guerra, deixou cravado: “No amor, na guerra e na política, vale tudo, menos inocência e inexperiência”.
      HIPOCRISIA POLÍTICA – A Câmara de Deputados Federal deu um show de hipocrisia política na noite de 28/08, por não cassar o mandato do deputado Natan Donadon(ex-PMDB-RO), condenado no final de junho, a mais de 13 anos de prisão, por desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia de Rondônia, por meio de contratos de publicidade fraudulentos.
      Na votação secreta, que é um erro. Político tem que ter suas votações publicadas. O plenário da Câmara registrou apenas 233 votos pela cassação, 24 a menos do que o mínimo necessário, contra 131 pela absolvição e 41 abstenções. Esse último, abstenção, é outro absurdo. Foi eleito para manifestar e não abster.
      O resultado é um desrespeito ao cidadão, Natan Donadon, já está condenado pela justiça(STF) e agora, essa mesma Casa, deverá votar a cassação dos deputados já condenados no processo do mensalão.
      Ainda bem que algumas Câmaras vêm derrubando essa prática de voto secreto, isso nada mais é um show de falsidade, hipocrisia, leviandade e conivências políticas.
      O Brasil, os estados e os municípios precisam de homens públicos que respeitam as leis e seus eleitores. Hoje, com a internet, é fácil descobrir mentiras. Políticos dizem que estavam cumprindo uma pauta legislativa, na verdade seus nomes não constam nas listas de presença, afirmam que fazem parte de uma comissão, na verdade representam mais seus próprios interesses. Os portais das transparências nas assembleias ajudam a deixar às claras os discursos dos falsos Faustos.
      Raynes Furtado – jornalista formado pela Universidade de Uberaba e Pós-Graduado lato sensu em Linguística e Ensino de Língua Portuguesa, no Unipam. Atualmente, ministra aulas de Filosofia, Sociologia e História nas E.E. Joaquim Dias e Irmã Gislene. Cursa o terceiro ano, 6º período, de Direito noturno do Unicerp. E-mail para contato: raynesfurtadojornalista@hotmail.com

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