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  • A Tênue linha que separa

    PELO DIREITO DE VOTAR – Não sei porque, os alunos do Centro Universitário do Cerrado de Patrocínio – Unicerp, não participam de nenhuma eleição de direção do educandário! Não sei! Acho um contraditório. Veja, leitor. Uma instituição educacional, que deveria ter por base a prática do regime político do seu país, a democracia, elege diretor, reitor e até mesmo presidente, sem nenhuma ou quase nenhuma participação de seus alunos. Isso é possível? Sim. E inacreditável.

    Se pegarmos a história como referência, vemos que a cultura e o poder mantiveram relação inevitável de correspondência, uma ininterrupta convivência entre amor e ódio, a amizade e a repulsa. O aluno não participa dos princípios que o poder sustenta. Será que temem a consciência crítica dos alunos, características dessa classe, o contraditório?

    Com isso, torna ainda mais curioso como acontece todo esse processo de eleição. Sem falar no quanto é passível de dúvidas e questionamentos. Na verdade um contraditório da classe professor e instituição educacional com seus alunos.

    Os novos eleitos deveriam aproveitar os veículos de comunicação e informar aos estudantes, já que, eles(os estudantes) não sabem e não são informados, dos motivos deles serem eleitos e reeleitos para o mesmo cargo ou continuar participando de uma de chapas em outras funções. Nunca trocam as pessoas? Que vilipêndio à democracia!!!!

    O LADO NEFASTO DA MANIFESTAÇÃO – Sou um grande admirador das manifestações que estão acontecendo. Isso é muito bom. O nefasto foi o quanto que se divulgou na internet sobre os militares.

    Lógico que estamos atravessando um momento que toda a população está insatisfeita com a roubalheira na política, o contrário seria de assustar. Mas comparar os líderes militares, que ocuparam cargos públicos e morreram sem grandes fortunas com os civis, depois de empossados em funções públicas, têm uma vida de rei, fazer apologia a esse regime, isso é um absurdo. Mesmo com essa situação, a democracia é melhor.

    Na saúde nem se fala, pois estamos vendo pessoas(trabalhadores, eleitores) morrerem sem ser atendidos, enquanto Lula, Sarney, Alkimim e outros políticos desfilarem nas portas dos melhores centros de saúde.

    A tênue linha que separa o amor do ódio, a democracia do totalitarismo também existe, mas nunca deve ser rompida.

    Nem mesmo o STF conseguiu mandar os mensaleiros para a cadeia!!!

    COISA PÚBLICA – Nas manifestações, o que se pediu foram mudanças. Mudanças de todos os tipos. Algumas foram diretas para os políticos, a respeitarem o que é PÚBLICO. Ter vergonha na cara. Não roubar.

    Agora é hora de a população ficar atenta aos fatos que virão, se as coisas pedidas serão realmente atendidas, por exemplo: o plebiscito, ou tornar crime hediondo a roubalheira praticada pelas pessoas que ocupam cargo público, os desvios, enfim, a má conduta com a coisa pública.

    O fato de usar a coisa para o próprio bem é tão comum que o governador do Rio de Janeiro, se defendeu, ao ser acusado de usar a coisa pública em benefício próprio, ou mesmo sem necessidade, como por exemplo, ir todos os dias de helicóptero de casa para o trabalho ou mesmo usar a máquina pública para seu deleite, afirmando que todos que o antecederam fizeram ou mesmo outros governadores o fazem. Como se isso fosse aceito, correto.

    COLETIVO – Usuário quer baratear o custo da passagem do coletivo em sua cidade? Fica sem usá-lo. O empresário vai descobrir que é melhor ganhar pouco, mas ganhar sempre, do que, ganhar muito uma única vez. É só fazer paralização no uso dos coletivos.

    SAÚDE – Esse é o calcanhar de Aquiles de toda administração pública. Os médicos não querem ganhar o que o poder público oferece. Por um lado, até é compreensível, mas devemos lembrar que vivemos em um país de terceiro mundo, o salário mínimo aqui é R$678,00.

    Agora, trazer médico de fora é uma solução? Que traga, o que não pode aceitar, eles(os médicos), fazerem manifestos contra e não apresentarem resposta, ou não se candidatarem para os cargos nos rincões do país. A saúde da população não pode esperar.

    EDUCAÇÃO – Falar de educação é muito complexo. São muitas áreas que devem ser mexidas para que se tenha uma educação digna. E necessariamente, os pais voltarem a se interessar pelo que seus filhos estão aprendendo e fazendo na escola. Existem mais coisas prioritárias que devem sofrer ação ao mesmo tempo.

    JMJ – A vinda do Papa Francisco ao Brasil foi muito boa. Uma coisa boa foi que desmistificou a pecha que, nós brasileiros, temos aos ‘los hermanos’. Outra, foi o quanto ele(o Papa) esteve acessível aos seus seguidores, isso ajuda a encurtar a distância que antes, a Igreja, mantinha de seus fiéis. Dessa forma, abre-se uma lacuna para que outras religiões cresçam e se desenvolvam no Brasil.

    Agora, o que eu espero mesmo e, quero ver, é quanto será a distância de seu discurso com a prática de seus seguidores. Voto de pobreza, os líderes saírem para as ruas em busca de contato com os fieis, castidade entre outros pedidos ditos em seus vários pronunciamentos e entrevista. É a tênue linha que separa a prática da teoria.

    Raynes Furtado – jornalista formado pela Universidade de Uberaba e Pós-Graduado lato sensu em Linguística e Ensino de Língua Portuguesa, no Unipam. Atualmente, ministra aulas de Filosofia, Sociologia e História nas E.E. Joaquim Dias e Irmã Gislene. Cursa o segundo ano, 6º período, de Direito noturno do Unicerp. E-mail para contato: raynesfurtadojornalista@hotmail.com

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